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September 2, 2018

Texto originalmente publicado em 26 de dezembro de 2016
 Em novembro, minha mãe e eu viajamos para Curitiba e posso concluir uma coisa: AMEI AQUELA CIDADE! ❤


O motivo da viagem foi uma prova que eu fiz, aproveitamos e passamos mais dias por lá para conhecer a cidade. Viajamos na madrugada do dia 11 e voltamos de manhã cedo do dia 15. De início eu estava um pouco preocupada porque nunca viajamos sozinhas, sem ter alguém conhecido na cidade de destino e nunca nos hospedamos em um hostel ou hotel. Mas foi tudo bem tranquilo, tão tranquilo que quero morar naquela cidade.

August 19, 2018

Eu estava em dúvida se postava esse texto ou não, se estiver lendo eu decidi postar. É meio que um desabafo sobre algo que é tão simples (como um corte de cabelo), mas que pode transformar a forma que você pensa. E algo que eu queria falar pra alguém, então decidi postar aqui.


Eu nunca fui uma garota que via problemas no meu próprio corpo, porém nunca parava no espelho para dizer a mim mesma que eu era linda. Era algo como: se a roupa está confortável, tudo tranquilo. Eu via garotas lindas reclamando de determinadas partes do corpo e eu nunca entendia o porquê que elas não gostavam se elas eram lindas!

Anos se passaram e eu nunca via minha aparência como algo ruim. Eu era do tipo de pessoa que pouco me importava com o que os outros achariam de determinada roupa que eu usava ou determinado corte de cabelo, tampouco ligava se caras reparavam no meu jeito ou aparência. Eu era apenas eu. Bem... eu era assim e aos poucos fui deixando de ser essa pessoa.

Em 2014, pela primeira vez,  eu cortei o meu cabelo mais curto que tinha cortado em toda minha vida. E eu fiquei tão feliz, eu sempre desejava ter um corte daqueles e finalmente consegui. As pessoas me perguntavam se eu estava revoltada com a vida ou alguém para ter cortado daquele jeito. Isso dava uma raiva! Afinal, porquê ter cabelo curto é motivo de ter se revoltado com algo? Deixei meu cabelo crescer até 2016 e, já estava enjoada de ter esses longos cabelos e lá fui eu, cortei de novo. Meses depois, novamente. As pessoas me confundiam com um garoto de 12 anos na rua , no supermercado, no ônibus, no trabalho... Ás vezes era meio chato, mas outras vezes eu até achava divertido. Porém, em nenhum momento eu quis me parecer com um "garoto", com um homem. Eu me sentia mulher, porque eu sou mulher. 

Desde sempre eu venho tentando encontrar quem eu realmente sou e ao longo desse tempo mudei bastante, mudei meu estilo, meu jeito de ser. Aos poucos fui descobrindo quem eu realmente era. Mas senti que fui me perdendo de mim mesma. 

Desde 2016, quando cortei meu cabelo bem curto, recebia muitos elogios, mas havia uma pessoa em específica que não parecia tão feliz com a minha decisão. Uma pessoa que eu considerava importante na minha vida, importante o suficiente para escutá-la quando havia alguma crítica. O tempo foi passando e eu ouvia todos os dias coisas ruins sobre mim: o quanto eu não era uma garota tão feminina, que os caras não iriam se interessar por mim por causa das minhas roupas que não eram curtas o suficiente, que eu deveria usar maquiagem, que minha boca parecia de defunto de pálida que era e que eu deveria usar pelo menos um batom. E a lista é bem grande...

De todas as minhas fotos, essa é minha favorita.

No início eu não ligava muito para esses comentários, mas quando eles se tornam rotineiros há uma certa tendência em aceitá-los como verdade. Eu os aceitei, por bastante tempo. Ouvi, os tomei como verdade e decidi mudar. Mudar até que a pessoa aprovasse o jeito que eu era, a roupa que vestia e o corte de cabelo perfeito. Eu mudei, deixei meu cabelo crescer, usei roupas mais curtas... Mas não usei maquiagem por que isso eu realmente não gosto. E aos poucos, cada coisa que fazia era aprovado por essa pessoa e a cada aprovação eu sentia que estava no caminho certo. Que eu seria mais feminina, mais mulher. 

Mas com isso vieram outras coisas como eu começar a odiar cada parte do meu corpo. Eu me preocupar com os quilos a mais que estava ganhando. Observando os defeitos que antes eram apenas parte do meu corpo. Passei a me preocupar com o que outras pessoas achariam se eu usasse determinadas roupas ou agisse de determinada maneira. Eu tinha medo.

Eu recebi o seguinte comentário desta mesma pessoa a qual eu buscava uma aprovação, que meu cabelo estava muito mais lindo comprido do que antes que estava escroto. Eu sinceramente senti uma vontade tão grande de chorar naquele momento. E houve um dia que eu parei e me olhei no espelho e estava exatamente do jeito como a outra pessoa dizia para eu ser. Mas não estava feliz. Me observei e falei para mim mesma: "eu estou linda! Muito linda, essa garota do espelho é linda, mas não sou eu. A imagem que vejo da garota no espelho não é A Emilly. Não é do jeito que quero ser." Eu não me sentia bem comigo mesma, era como se a Emilly do espelho fosse outra pessoa e que eu não era mais bonita porque não era mais eu. E acabei me perguntando: quando foi que eu parei de me achar bonita? E pela primeira vez senti saudade do meu eu do passado.

E tomei a decisão de ir cortar o cabelo, novamente depois de quase dois anos. Mas ainda tinha esse medo, medo de não ser mais aquela garota que performa a feminilidade, de não me verem da mesma forma que quando eu tinha cabelo comprido. É bizarro o quanto um corte de cabelo pode afetar a autoestima de uma mulher.

Aliás, eu me sentia mulher? Foi aí que fui em busca de tentar encontrar respostas para as seguintes perguntas: o que é feminilidade? O que é ser mulher? Eu deixo de ser mulher por ter um cabelo curto ou não usar roupas que são ditas "femininas"?

Usando um exemplo de um vídeo de uma youtuber: quando nascemos somos automaticamente colocados dentro de uma caixinha. Se é dito que você é homem, você é colocado na caixinha azul. Se é mulher, na caixinha rosa. Essas caixinhas já vêm determinado com que brinquedos deve brincar quando criança, como deve agir, quais roupas usar... Já é determinado que você é uma mulher cisgênero heterossexual, fútil, submissa, delicada, que vai se casar e construir uma família e por aí vai...

Todo esse comportamento e dever é imposto às mulheres, é o que espera-se delas. E ter esse comportamento não é errado, o errado está em uma mulher ser julgada partir do momento que ela não se encaixa nesses padrões de feminilidade. Eu acredito que feminilidade não é algo que esteja relacionado a aparência física ou modo de comportamento ou como denota a maneira de agir com futilidade. Feminilidade é algo interior, faz parte de mim como mulher, minha personalidade, meu caráter. Ser uma mulher feminina vai além de me comportar de determinada maneira, de agir com futilidade, de vestir determinadas roupas. Desconstruir esses conceitos do que é ser feminina e que só há um tipo de mulher feminina, foi a minha tarefa nos últimos tempos.

E ainda continua sendo! O processo de desconstrução não é algo que acontece da noite para o dia, é algo que te perturba, te impulsiona para pesquisar e aprender. Aprender sobre você, sobre o outro e sobre o quanto a nossa sociedade ainda é falha impondo padrões. E tentar encaixar pessoas nesses padrões não funciona. Ainda não sou uma mulher totalmente desconstruída, também nem tão emponderada assim, aprendo todos os dias.

Quero finalizar esse post compartilhando uns links sobre esse assunto com você.
E o que é feminilidade para você? O que é ser mulher para você? Comenta aí e vamos conversar sobre!
July 20, 2018

Um ukulele que eu tinha e fiz o favor de vender :)


Não se pode negar que um dos papeis fundamentais que a arte nos proporciona é criar conexões e isso é uma das coisas mais incríveis que eu admiro nela. A arte que falo hoje é a música, algo que está todos os dias com a gente mesmo que indiretamente. Até as pessoas que não são tanto de escutar música (como no meu caso) é influenciado de alguma forma por ela.

Comecei a ouvir música quando eu estava na sexta série. Digo ouvir música no sentido de saber quem eram os cantores favoritos ou bandas favoritas.  Foi naquela época que eu comecei a definir o meu gosto músical, ou a pelo menos a iniciar a busca pelo estilo favorito. 

Minha primeira cantora favorita foi a Avril Lavigne e foi por causa de uma paixão de criança. Um garoto da sala gostava dessa cantora e eu fui procurar o nome e me identifiquei com o estilo dela. Achava maneiro a gravata e queria muito usar no meu dia-a-dia. Outra cantora favorita era a Amy Lee (da banda Evanescence), conheci uma das músicas dela em um livro de literatura da minha prima e foi aí que eu comecei a gostar do tal estilo gótico. Eu estava bem dividida entre o estilo skatista da Avril e o gótico de Evanescence.

E foi assim por longos anos. Uma parte triste é que eu falava mal de outros estilos de música e as famosas "boyband", especificamente One Direction. A coisa mais legal de ficar mais velho é que você passa a amadurecer seus pensamentos e opiniões sobre as coisas, a gente muda e muito. Anos depois e eu me via ouvindo as tais músicas do 1D.

Após os anos de ouvir as músicas internacionais, eu sentia falta de ouvir as músicas nacionais. E pra mim, naquela época, não existiam músicas legais no Brasil. Mais uma vez, eu achava que era apenas funk, pagode, samba e forró. É óbvio que eu estava completamente enganada!

Foi aí que eu conheci uma pessoa que me apresentou as diversas músicas que eram produzidas aqui no Brasil, desde as mais antigas até as atuais. E então passei a escutar mais músicas do nosso querido Brasil. Hoje em dia não converso mais com a pessoa, mas do tempo que conversamos levo comigo essa influência que eu tive dessa pessoa. 

O tempo passa e conheço mais pessoas que também são apaixonadas por música e mais uma vez a música cria conexões. E digo que a música passou a estar mais presente na minha vida, hoje em dia amo ouvir algo que ainda não conhecia.

E a vida vai seguindo assim: a arte criando conexões entre as pessoas e mudando pensamentos. 

Abaixo segue uma playlist das músicas que conheci ao longo desses anos:


Como eu não poderia deixar de divulgar aqui o trabalho de um amigo muito querido que me apresenta umas músicas maravilhosas.

July 19, 2018

Este é o Billy, meu cachorro. Mas não é dele que falei no post. Trouxe a foto apenas para ilustrar o post.

Eu estava lendo um texto antigo que escrevi pro blog em novembro no ano passado. Eu já nem me lembrava mais da história e resolvi postar aqui novamente pra deixar registrado.

Um dia no ano de 2017 quando ainda não tinha diagnosticado a minha ansiedade, aconteceu algo bem inesperado. Lembro que esse acontecimento foi o motivo do meu sorriso no restante do dia, mesmo nervosa por ter que arrancar um dente horas mais tarde.

Em dezembro do ano passado fui diagnosticada com transtorno de ansiedade e acredito que a ansiedade tenha sido motivo por esses dois anos (desde que iniciou a faculdade) eu ter dificuldade para sair de casa. Eu sempre precisava de alguém para ir comigo nos lugares, e quando eu não tinha pessoas para me acompanhar, eu tinha crises de ansiedade por medo de sair sozinha. Só quem passa ou já passou por isso entende o quanto isso é ruim.

E naquele dia eu tive que enfrentar aquele monstrinho que é o pensamento negativo, eu tinha conseguido me acalmar. Só precisava me manter calma até chegar no curso.

Assim que eu saí de casa vi dois cachorros que geralmente ficam ali pela rua. Continuei andando até certo ponto e levei um susto quando um dos cachorros lambeu a minha mão e foi andando na minha frente. Parecia que ele estava me dizendo que estaria junto comigo naquela caminhada e que não era para eu me preocupar. Achei que ele iria só até a esquina pois é difícil eu ver cachorros ali da rua andando para mais longe. Subiu a ladeira junto comigo e, chegando na rua principal, me observou atravessando a rua. Somente quando parei na parada de ônibus, deu uma última olhada e voltou.

Aquele cachorrinho foi o motivo do meu sorriso naquele dia.

Não sou do tipo de pessoa que acredita em coisas e momentos, mas naquele dia eu senti que um anjo em forma de cãozinho foi enviado para me ajudar naquele dia!
July 16, 2018

Créditos da imagem > aqui <


Eu fiquei com uma saudade de escrever no blog. Na verdade eu sinto saudade de escrever, sobre qualquer coisa. Seja algum pensamento que tive ou algo que li/ assisti ou conheci e queira expressar minha opinião sobre. Como eu não tenho a menor coragem para dar as caras nos stories do Instagram e falar sobre, nem o twitter tem o número de caracteres o suficiente para os textos. E nem no Facebook mais sinto vontade de postar. Precisa ser algo igual o blog. TEM QUE SER UM BLOG!

Estou escrevendo esse primeiro post pela segunda ou terceira vez.. É sempre assim. Eu tinha uma ideia para o próximo post, era algum pensamento que eu precisava falar sobre, mas acabei esquecendo. Super normal a Emilly esquecer as coisas.

O layout desse blog é da Gabi, uma das pessoas que acompanho o trabalho faz uns anos. Ela faz cada layout lindo, fico apaixonada por todos.

Este post é apenas para dizer um oi mesmo. Eu já parei de querer ter um blog onde eu seja obrigada a postar várias vezes por semana e me preocupando com sei lá o quê. Esta será apenas uma página na internet onde compartilho coisas que gosto, pensamentos, filmes que já assisti e experiências.

Sinta-se a vontade para explorar este blog, aproveite e pegue sua xícara de café e vamos conversar sobre a vida, o universo ou alguma história que queira me contar! =)